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Guerra na Ucrânia impacta na distribuição de remédios em QB e em Campina; entenda:

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A escassez de medicamentos e o aumento no número de casos de Covid-19 colocaram os municípios da Região Metropolitana de Curitiba em alerta. O primeiro impacto foi o desabastecimento de remédios provocado pela dificuldade de importar os insumos e pelos desdobramentos da guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Agora, as cidades enfrentam uma nova onda da Covid-19 em meio à chegada dos dias mais frios, que favorecem ainda o aumento no número de pacientes com síndromes respiratórias.

Em Campina Grande do Sul e em Quatro Barras, por exemplo, o clamor a população para que reforcem os cuidados com relação a protocolos sanitários foi oficializado por ambos os municípios na última semana, em função do aumento de casos de síndromes gripais, em especial pelos registros de contaminação com o novo coronavírus. As Secretarias de Saúde das duas cidades emitiram comunicado alertando os moradores quanto aos riscos ainda iminentes provocados pela pandemia, o que requer o uso de máscaras e utilização de álcool em gel.

O Consórcio Paraná Saúde, entidade responsável pela distribuição de medicamentos a 398 dos 399 municípios paranaenses, esclarece dificuldades no abastecimentos das farmácias vinculadas ao atendimento do SUS em todo o estado. Segundo a instituição, fabricantes tem relatado problemas na importação da matéria prima para a produção dos medicamentos (insumos). Outro problema está na dificuldade de produção de quantitativo suficiente para atender a demanda nacional, tanto no setor público quanto privado, o que afeta todas as unidades federativas nacionais, inclusive o Paraná.

Ainda de acordo com o Consórcio Paraná Saúde, a alta demanda no mercado dependendo da situação epidemiológica da região, é outro fator agravante. A região Sul do Brasil é a mais afetada por conta dos elevados índices de doenças respiratórias e síndromes gripais, como consequência das condições climáticas que afetam a imunidade das pessoas.

Mas algo que chama a atenção, apesar de tantos recursos tecnológicos, é a deficiência logística que provoca uma verdadeira confusão no abastecimento de medicamentos no país, segundo o Consórcio Paraná Saúde. A entidade afirma que problemas de transporte da matéria prima, em especial pela sobrecarga e fechamento de alguns importantes portos na China e na Índia, em virtude da pandemia, somado às questões da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, resultam na indisponibilidade de containers para importação de insumos, o que afeta diretamente toda a cadeia produtiva da indústria farmacêutica, culminando na escassez de remédios.

 

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